Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Proteção


Eu queria ter espinhos pra me proteger de toda dor...

imagem de Ricardo Martini

Triste...

Eu fiquei um bom tempo tentando descobrir o que escrever hoje. Logo pela manhã, assistindo o jornal na TV, vi uma notícia de um acidente de um ônibus, que desgovernado atropelou e matou um ciclista e um gari em SP. Na reportagem foi dito o nome do ciclista, e na hora eu achei o nome vagamente e estranhamente conhecido, mas não me preocupei muito.
Pouco depois, verificando meus e-mails, recebo um de uma amiga, comadre e companheira de faculdade dizendo assim: "Entre em contato urgente, um dos nossos amigos sofreu um acidente."
Liguei os pontos e ficamos todos esperando somente a confirmação. O ciclista era nosso amigo, colega de faculdade, 32 anos, fazendo mestrado.
No domingo ele falou com um outro amigo, combinavam de sair para um passeio de bike, que não aconteceu porque era aniversário do sobrinho do meu amigo falecido.
Acho que a última vez que o vi foi no encontro que fazemos todo ano, da galera da faculdade. Ou não, não sei bem, não me lembro...
Os amigos com quem conversei, todos unânimes em dizer como a vida é injusta, como um cara pode estar no lugar errado, na hora errada, ou talvez no lugar certo na hora certa...
Me resta lembrar da timidez do Fernando, do jeito dele tocando bongô, das escaladas e caminhadas que ele colocava as fotos pra gente curtir mesmo não estando lá, da lembrança da carona que ele nos deu pra primeira festa de confraternização das turmas da Biologia da USJT, das sinucadas no bar das tias...
Fique em paz meu amigo. Um dia a gente se encontra de novo...

Terça-feira, Outubro 20, 2009

38

ha! Amanhã, trinta e oito.
Deve ter lá sua graça.
Esperarei... Hoje não estou em clima de aniversário.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

As crianças

Foram 7 longos anos.

De ausências, de medos, de receios, de mil pensamentos e mil idéias.

Foram aniversários, natais, viradas de ano, todas as comemorações possíveis, as festinhas da escola, os primeiros namoradinhos/namoradinhas...

Foi um tempo longo de muito choro, de muita vontade, de muita saudade....

É claro que num final de semana não dá pra recuperar o tempo, mesmo porque aprendemos que não se faz o tempo passado, mas se constrói o futuro, se vive o presente.

Um dia, uma noite inteira, velando nossos filhos, nossos amores, e café da manhã, todos juntos, todos aqui, uma bagunça gostosa, propaganda de margarina.

Eu tô feliz, ele tá feliz, o mundo vale a pena....



Mãos novas, por favor...

A pessoa pensa que é inteligente, e só se dá mal...
No sábado, usei água sanitária pra limpar o banheiro de casa. E como nunca tinha tido problemas com produtos de limpeza, nunca usei luvas.
Minhas mãos ficaram péssimas, parece que ralei elas no asfalto, cheia de machucados e queimaduras...
Mas na segunda já estavam bem melhores, quando o marido resolveu fazer hamburguer pras crianças (o mais novo com 16 anos... hahahaha) e antes que ele botasse fogo na cozinha eu assumi e ganhei mais umas 3 ou 4 queimaduras nos dedos e braços...
Claro que eu não fiquei feliz, claro que tudo que está ruim pode ficar pior ainda...
Na terça fui à feira e comprei umas pimentinhas (achando que era cambuci, coisa que a gente tá acostumado aqui em casa...) mas umas bonitinhas, em vez de verdes, bem vermelhinhas...
A ideia era fazer recheada com carne moída. Quando eu tava limpando as danadas, o marido resolveu dar uma provadinha... E quase morreu porque o troço era forte pra caramba...
E de repente começou a arder meus olhos, minha boca, a língua (e eu nem tinha comido o troço) e minhas mãos... Mas arder muito, muito mesmo... O treco me queimou de uma maneira que eu achei que ia ter que ir pro hospital.
Passei óleo, óleo com sal, óleo com açúcar. Água gelada, muito gelo... Comecei a espirrar e num reflexo automático passei a mão no nariz. Aí, era mãos e nariz ardendo pra porra...
Isso foi de manhã, quando eu fui tomar banho à noite, achei que minhas mãos iam cair, por causa da água quente....
Agora está passando. Não posso molhar as mãos que arde muito.
Eu sou uma besta, não sou??????
Alguém sabe o nome dessa merda de pimenta pra eu nunca mais passar nem perto???
PS: as pimentas foram parar num vidro de maionese, cobertas de óleo. Vão virar uma conserva, eu acho. hahahahahahaha

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Eu não sou cachorro não!!!!



POR FAVOR ME DÁ UM BOLINHO!!!!!!!!


Segunda-feira, Setembro 21, 2009

E de sobremesa...

E então, já que o maridón foi agraciado com uma receitinha de peixe, eu queria uma sobremesa pra mim. Um docinho com gosto de comida de vó. E lembrei de uma receita antiga, de um pavê chamado Torta Paulista.

Quando eu morava em Jaú, tinha uma bomboniere na Rua Tenente Lopes que vendia esse pavê, e eu me lembro bem do gosto e fiquei com uma tremenda saudade. É uma torta com amendoim, e eu adoooooro amendoim. De tudo que é jeito, salgado, doce, na comida...

Assim, Torta Paulista foi eleita a sobremesa da semana!

Pra fazer você vai precisar de:

1 1/2 xícara de açúcar
3/4 de xícara de margarina sem sal
4 gemas peneiradas
250 g de amendoim sem pele, torrado e moído
2 latas de creme de leite sem soro
300 g de biscoito tipo maizena


(Durante a confecção da torta, descobri que ela é um doce super fácil e rápido de fazer caso você já tenha as 250g de amendoim sem pele, torrado e moído. Nem me lembrava mais o trabalho e a sujeira que faz pra tirar a pele do amendoim. Levando em consideração que eu moro na Toscolândia, já é uma alegria ter achado amendoim... Então, fiz um passo-a-passo, que colocarei logo depois da receita, de como tirar a pele. Só conheço esse método, que minha avó me ensinou. Se você sabe outro mais prático, me ensina...)



Fazendo:
Bater na batedeira o açúcar com a margarina até se tornar um creme fofo e brilhante (foto1)
Juntar as gemas peneiradas e continuar batendo por mais 5 minutos em velocidade alta (foto2)
Acrescentar o creme de leite (usei o de caixinha o que deixou o creme um tantinho mais líquido, no sabor nada mudou) e bater mais uns 5 minutos. (foto3)
Guardei uma parte do amendoim antes de moer para decorar (umas 80g) - e porque queria uns pedacinhos maiores de amendoim. (foto4)
Juntar sem bater o amendoin moido e mexer. Durante a montagem da torta é bom lembrar de mexer o creme de vez em quando porque o amendoim fica todo no fundo da vasilha. (foto5)


Montando:


Num refratário, colocar uma camada de creme e cobrir com as bolachas maizenas umedecidas em uma mistura de leite adoçado ou leite com achocolatado ou leite com licor de cacau, enfim o céu é o limite para as combinações. Ir fazendo camadas de biscoito e creme até terminar com creme (foto6). Usei os amendoins reservados para decorar.
Demora umas duas a três horas na geladeira para a bolacha amolecer um pouquinho e a torta ficar firme para cortar. Meu filho não aguentou esperar e comeu de colher mesmo, mas garanto que no dia seguinte a torta fica melhor. O problema é esperar...



Vi algumas variações dessa receita na internet. Algumas levavam doce de leite, chantili, mas todas com bolacha maizena. Eu prefiro sem o doce de leite, e sem o chantili, e garanto que não é um doce enjoativo, pra quem gosta de amendoim. Também vi substituições com nozes e amêndoas. Pensei que pro Natal deve ser uma ótima pedida fazer um mix de nozes, amêndoas, amendoim, castanha de cajú e outras oleaginosas, mais ameixa e damasco para fazer uma Torta Paulista de Natal....

Descascando o amendoim: (ou como sujar a sua cozinha)
Colocar o amendoim cru em uma assadeira e levar ao forno para torrar. Dá pra ver quando está bom porque a casca do amendoim vai abrindo. E o cheiro é inconfundível. Mas não deve levar mais do que uns 15 minutos na temperatura média. (foto1)
Usar um pano bem limpo, colocar o amendoim no meio, e fazer como um saquinho com ele, apertando e esfregando os grãos do amendoim lá dentro. O movimento é mais ou menos como esfregar roupa, sacou? (fotos 2 e 3)
Agora sim... Como separar a casca solta do amendoim? A minha avó só me ensinou de uma maneira que é assoprando. Imaginou a sujeira? Então.... Ai você separa os descascados dos não-descascados.(foto4)
Depois disso é só moer. Se não for no processador, o jeito é usar a tecla pulsar do liquidificador, até achar o tamanho ideal, uma leve moída ou uma farinha bem fininha de amendoin. (foto5)
Fala pra mim, não é bem mais fácil comprar pronto??????



Pronto. Agora acabou o meu momento An* M*ria Br*ga.

Moqueca de Cação

Ultimamente o que tem me animado mais é cozinhar. E não é novidade, pra quem me conhece, que eu não como nada que nade, portanto, peixes e seus amigos só aparecem na minha cozinha para saciar os desejos de maridón e filhote.

Já me arrisquei num Camarão na Moranga (que eu não tirei fotos do preparo, somente do prato finalizado) mas agora, morando na praia, os peixes têm sido frequentes. Inventamos uma moqueca de cação. E de tão simples, resolvi repassar a receita:


Ingredientes (para 4 porções):

3 a 4 postas de cação fresco (também já fiz com o congelado e funcionou bem) temperados conforme seu gosto - aqui em casa usamos o tempero pronto para peixes com alecrim e azeite e vinagre branco (item 1 da foto)

1/2 pimentão verde cortado em tiras (item 2 da foto) - pode ser substituído pelo vermelho

2 cebolas pequenas cortadas em rodelas (item 3 da foto)

3 dentes de alho em lâminas (item 4 da foto)

3 tomates grandes, sem pele e sem sementes, picados (item 5 da foto)

Azeitonas verdes picadas a gosto (item 6 da foto)

Temperos a gosto - Lembrando que o peixe já está temperado, usei somente salsinha desidratada, sazón vermelho pra dar uma corzinha e acertei o sal. Não uso pimenta, mas cai super bem nesse prato.

Azeite de oliva e meia garrafa de leite de coco.


Preparando:

Deitar um pouco de azeite na panela aquecida, fritar a cebola e o alho, até murchar. Juntar o pimentão, e refogar um tantinho. Adicionar o tomate. Não precisa colocar água. Baixar o fogo, tampando a panela e deixar o tomate verter a água. Quando já estiver um "molhinho" colocar delicadamente as postas do cação, com cuidado, juntando o tempero do peixe (aquela água que naturalmente o peixe solta depois de temperado) e os demais temperos à gosto. Abafar, mexendo delicadamente de pouco em pouco, para não queimar no fundo e o peixe absorver todos os temperos, enquanto cozinha. Juntar as azeitonas e a salsa, o leite de coco e mais azeite. Mexer delicadamente e verificar o sal, acertando se necessário.

Essa moqueca é leve e pode ser servida com arroz branco e uma salada verde.



(A foto do prato pronto ficou meio feiosa. Mas é que o meu filho resolveu dar uma de cineasta e me filmou... Mas o video ficou tão tosco que dá até vergonha.... hahahahah)

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Família ê, Família !!!!

Falando da minha própria experiência, eu achava que a parte mais difícil de ser mãe era quando os filhos são bem pequeninos. Ter todo um trabalho de alimentar, dar banho, ensinar a escovar os dentes, ir ao banheiro, usar talheres, essas coisinhas. E realmente o trabalho braçal desta fase é cansativo, beirando o irritante. É engraçado que hoje eu tento me lembrar de quantas vezes disse ao meu filho para não por a mão no fogão, "é perigoso, você pode se queimar...", quantas vezes pedi pra tomar cuidado ao descer da escada, ao tomar banho, “come devagar”, “vai escovar os dentes”...
Fiquei lembrando de quantas noites eu acordei pra ver se ele estava cobertinho, se estava dormindo direito, ajeitei ele na cama, e se doente ainda, cuidados redobrados, noites em claro.
Por ter sido mãe jovem, achei mesmo que a parte da adolescência eu tiraria de letra, a barreira da idade não existiria entre nós, não haveria um abismo, um choque de gerações. Hum, doce engano, ser adolescente deve ser uma condição inerente de rebeldia, de agressão. Acho que é uma fase mais chata para quem vive do lado de fora do que dentro da cabeça de quem está vivendo. Hora de quebrar regras, por mais simples que elas possam ser. E as descobertas dos prazeres do mundo, de querer estar sozinho, de ser alguém, não filho de alguém, hora de criar identidade, de pertencer à um padrão de comportamento, ser igual à moda. Ou muito diferente dela.
E eu sei que num determinado momento as coisas se ajeitam e acalmam, mas acho que não me lembrava que demorava tanto tempo assim pra esse momento chegar.
De repente me dei conta que passamos pelos ciclos da vida duas vezes, algumas vezes vivendo primeiro e depois vendo viver, ou vice versa.
Ver meu menino se tornar um homem é uma tarefa penosa. Tem um ditado que diz: filho criado, trabalho dobrado...
É sério. Pura verdade...

Sete de Setembro



Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria Amada!
Brasil!

Sábado, Agosto 22, 2009

Porque eu odeio ter vizinhos...

(Antes de escrever este post, fui googlar uma imagem para ilustrar. E vi que o ódio pelos vizinhos não é privilégio meu.... Ah, nem achei uma imagem legal, então, fica sem...)
Então que eu moro na praia né? Então que eu moro num bairro estritamente residencial, o que pressupõe que a minha rua é calminha, com velhinhos simpáticos que me dão bom dia quando estão passeando com seus cachorrinhos e eu estou colocando meu lixo na rua.
Então que tem um monte de casas de temporada, que ficam vazias a maior parte do tempo. Aí, faça chuva ou faça sol, tem sempre um pentelho dos infernos que acha que, assim como ele, toda a vizinhança é turista, e ADOOOOOOORA funk, aqueles batidões malditos, com uma letra escrotíssima, que ele põe pra tocar no som do carro no ÚLTIMO volume, pra que todos os seres do planeta curtam com ele....
Depois as pessoas não entendem porque quem mora na praia fica puto com esse tipo de turista, que tenho certeza, além de não respeitar o ouvido alheio, também deixa lixo na praia, estaciona em local proibido, passa com o carro a mil nas avenidas.... enfim, acha que é dono da bagaça...
Esse meu vizinho querido, chegou ontem, à meia noite e fez a mesma coisa que está fazendo agora.
Ô falta de simancol!!!!!!!!!!!!