(Antes de tudo um parêntese para explicar...Eu já tinha escrito esse post, e escolhido as fotos, mas meu computador "mórreu" e o HD terá que ser formatado. Meda, muita meda de perder as trocentas fotos que estão lá... Mas enfim... Vamos ao post!)
São trinta e cinco anos. Não sei se me conheço bem, mas posso dizer que me conheço melhor. Eu aprendi a gostar de mim, aprendi a me entender. Tenho certeza que estou na melhor fase da minha vida. Profissionalmente, tenho um emprego que adoro, estou fazendo o que eu sei fazer de melhor, com pessoas boas e algumas muito queridas.
Tenho poucos amigos de verdade, gente que sei que posso contar, para quem posso confessar meus mais íntimos segredos. Posso contá-los nos dedos. E acho isso bom, não é o número de amigos que importa e sim a qualidade deles.
Tenho um marido adorável, cheio de defeitos e manias que eu compreendo e aceito, mas que acima de tudo ele é meu porto seguro, a mão que me guia na escuridão, meu par, minha alma. Nem tudo são rosas, e nem poderiam ser, pois somos humanos, mas eu posso dizer com toda a certeza que nunca fui tão feliz em toda a minha vida como sou com ele do meu lado.
Meu filho está um mocinho no alto dos seus quase 13 anos, um mocinho cheio de birras e marras, e um adolescente que muitas vezes me irrita profundamente. Mas ainda me pego olhando-o dormir, e penso que esta é a minha maior obra neste mundo. Também não é uma obra perfeita, mas tento colaborar para que ele seja um ser humano dotado de mais qualidades do que defeitos. Peço a Deus que ele seja um homem de caráter, honesto, trabalhador e acima de tudo feliz.
Eu tentei fazer uma lista de manias e de defeitos, mas não gosto deles, e tento me corrigir. Ainda odeio cebola, não como nada que nade, detesto qualquer coisa cor de rosa (até sabonete), gente mentirosa e falsa, não gosto que mexam nas minhas coisas... Detesto filme de guerra. Odeio não ter o poder de mudar coisas que eu gostaria de mudar. Destesto engordar, mas a balança insiste em indicar sempre quilos a mais e quase nunca quilos a menos.
Mas adoro arroz-feijão-bife-a-milanesa-e-batata-frita, adoro cor de laranja (apesar de não ter nenhuma roupa nessa cor), flores amarelas, perfumes doces e suaves, amigos que lembram de mim, e adoro fazer aniversário.
Não me preocupo com as rugas que estão se instalando no meu rosto, ou com os cabelos brancos que insistem em se proliferar (mentira, eu odeio os cabelos brancos, mas nada que a L´oreal não resolva), pois descobri que hoje sou mais bonita do que há dez anos atrás. O que está do lado de dentro da cabeça ajuda muito.
O tempo vai passando e eu não tenho medo de morrer. A vida é uma passagem e este lugar é uma escola. Vim pra cá para aprender e é isso que estou tentando fazer. Já disse algumas vezes, e repito, que o dia que o Cara lá de cima quiser, eu vou embora numa boa.
Tenho saudades da minha mãe e do meu irmão, do tempo em que eu era criança, da escola, tenho saudade de um amigo querido que morreu num acidente de carro, tenho saudade das coisas que eu não vivi e que gostaria de ter vivido (amor, você sabe do que eu estou falando, não sabe?)
Tenho esperança no futuro do mundo, tenho fé em Deus, muita fé. Sei que Ele está comigo e isso me fortalece para passar por dias difíceis, como aqueles em que eu estou doente. Eu aprendi que a revolta não vai me curar, só vai me fazer mais mal.
Passei por mais um ano. Não foi um ano ruim, na verdade nunca é. É mais um ano, e isso é sempre uma vitória. Eu adoro viver, adoro a minha vida.
É isso... Parabéns pra mim!
(E obrigado aos amigos "virtuais" que eu conheci através da blogosfera. Não podia deixar de dizer que vocês são uns queridos.)
2 comentários:
Daqui a pouco...lalalalalala...35 aninhos e muita felicidade pra comemorar tudo de bom que vem junto com a idade nova.
Beijos querida.
Deus a abençoe
Gi, brigadu minha flor! Você é uma graça.
Beijo
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