Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Flores pra 2007



Eu acho que não acredito muito nessas coisas de astrologia. Leio o horóscopo por curiosidade, acredito quando o que está escrito é legal, e acho uma bobagem quando diz algo que não é bem o que eu queria ouvir...
Dizem que o ano de 2006 foi regido por Saturno, (deus do tempo, que castiga, testa nossas forças, mas ensina. A persistência e a paciência foram os grandes desafios) e mesmo não gostando muito sou obrigada a concordar.
Eu comemorei quando 2005 se foi, não foi um grande ano pra mim.
Fiquei feliz quando 2006 chegou, eu estava de mudança pra outra cidade, e desatando mais alguns laços.
2006 não foi um ano de todo mau, mas foi um ano de muito exercício. Exercício de tolerância. Alguns dos batráquios que eu engoli desceram rasgando minha alma. Mas nada em mim é incurável (a não ser a anemia), e eu me vejo como a violeta que está na janela da minha lavanderia.
Foi a única planta que sobrou da mudança. Perdi a conta das vezes que ela caiu, das folhas que perdeu, das vezes que eu esqueci de colocar água. Ta lá num vazinho raso, com pouca terra. Nesse mês apareceram uns brotinhos novos e flores. Lindas flores roxas. Sim. Mesmo depois de todos os tombos, de quase morrer de sede, de ser esquecida, ela me deu flores.
É assim que eu me vejo terminando 2006. Estou dando flores. Lindas flores roxas para as pessoas que estão perto de mim. Mesmo quando fui esquecida, mesmo quando quase morri de sede, mesmo quando fiquei sem terra pra fixar as minhas raízes. Mesmo com todos os batráquios que desceram com muita dificuldade. É isso.
Feliz Natal pra todos, um ano de 2007 repleto de flores pra vocês.

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

[as pseudo-férias]

Então é assim... Eu ia sair uma semaninha de férias. Uma mísera semana. Uma semana antes do Natal. Porque meu querido e amado chefe não me liberou os 20 dias que eu tenho direito. Ou melhor, liberou, mas uma semana por vez. Aí que a outra pessoa que trabalha aqui no mesmo setor, e que também havia saído de férias, teve que fazer uma cirurgia, e não vai voltar no dia previsto, e então eu não poderei sair a minha mísera semaninha. As férias morreram. Nem bem subiram no telhado, morreram sem aviso...
Estou rezando para a empresa decidir parar pelo menos na semana entre Natal e Ano Novo. Porque ninguém merece... Ou melhor, eu mereço. Eu grudei chiclete na Cruz e dancei a dança dos sete véus na Santa Ceia... Só pode ser castigo.

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Como eu te amo?

"Como te amo? Deixa-me contar de quantas maneiras.
Amo-te até ao mais fundo, ao mais amplo e ao mais alto que a minha alma pode alcançar buscando, para além do visível dos limites do Ser e da Graça ideal.
Amo-te até às mais ínfimas necessidades de todos os dias à luz do sol e à luz das velas.
Amo-te com liberdade, enquanto os homens lutam pela Justiça;
Amo-te com pureza, enquanto se afastam da lisonja.
Amo-te com a paixão das minhas velhas mágoas e com a fé da minha infância.
Amo-te com um amor que me parecia perdido - quando perdi os meus santos - amo-te com o fôlego, os sorrisos, as lágrimas de toda a minha vida!
E, se Deus quiser, amar-te-ei melhor depois da morte."
Elizabeth Barrett Browning
Você precisa ler isso muitas e muitas vezes, até se convencer de que o amor puro e desinteressado nunca morre, nunca exige nada, nunca esmorece, nunca se ressente, sempre perdoa. Você precisa ler coisas como esta pra se lembrar que o tempo não volta, as luas mudam, o mundo roda e evolui. Você precisa ler isso muitas e muitas vezes pra lembrar que o meu amor não mudou, não morreu.
É que as vezes eu preciso chorar. Não porque eu não te ame, mas porque eu tenho tanto medo quanto você.

[nas ondas do mar]

Cinco anos! Salve Sr. Antonio do Cais.
(foto de Joel Santos - Cais Palafítico - Portugal)

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

[pesadelos]

"Você está extremamente concentrada e vestida com especial cuidado para a reunião mais importante da empresa, aquela que vai definir o seu futuro profissional e financeiro pelos próximos 10 anos pelo menos.
Na entrada da sala de reunião, você dá O tropeção, papéis voam por todo lado, o salto do sapato quebra, sua unha do indicador quebra na carne, sua saia rasga em um lugar impróprio e você dá uma testada no chão que ecoa pela sala, criando um galinheiro inteiro na sua cabeça.
Risos abafados. Você chora. E acorda."
***
"Você morrendo afogada em um rio enorme e escuro. Ninguém para ouvir seus gritos, e você acorda. Sem ar"
***
"A criança mais esperada do mundo chega em casa. Mas ela não tem nem olhos, nem nariz, nem boca, nem orelhas. O rosto dela é um nada. E você acorda. Decepcionada."
***
Chama a carrocinha, faz favor!
(Sim, foram todos na mesma noite)