Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Amigas

Há algum tempo atrás escrevi um post falando que eu estava decepcionada com a atitude de uma pseudo-amiga.
Difícil lidar com algumas pessoas, principalmente com aquelas que ficamos anos sem ver. Eu não sou de julgar ninguém, acho que nada me dá esse direito, porque penso que só pode julgar aquele que é perfeito em suas ações e eu estou longe disso.
Mas naquela época me senti tão mal com a atitude, sobretudo com a atitude que NÃO foi tomada por esta amiga, que perdi as esperanças de um dia poder dizer que tenho amigos de décadas.
É doce estar enganada.
Ontém, sem ser nenhuma data especial, sem que eu tenha pedido nada (nem aos céus) recebi duas ligações de amigas queridas, que não vejo pessoalmente há muito tempo, mas que têm lugares especiais no meu coração.
A primeira foi uma grande amiga de adolescência (quem disse que eu não tenho amiga de décadas?), que resolveu cruzar o Brasil. O marido, em função do trabalho, é transferido de lá pra cá e ela morou em Brasília, Manaus, São Paulo e agora está indo pra Fortaleza. Conversamos longamente ao telefone, dei risadas de seu sotaque indefinido, perguntei sobre o bebê dela, sobre amigas em comum. Passei alguns minutos no passado, lembrando do tempo que éramos meninas. Foi muito bom, e tenho certeza que ela é uma pessoa especial. Nunca perdemos contato, apesar de eles terem se tornado escassos com o tempo. Mas nunca deixaram de acontecer. Engraçado que a Lê foi a única pessoa com quem troquei cartas via correio, antes de inventarem o e-mail...
A outra foi uma amiga de faculdade, figurinha carimbada que tomou muitas cervejas comigo, ouviu meus lamentos de falta de grana, dividimos misérias, pastéis patrocinados pela SPTrans, e rimos até chorar. Amigona de todas as horas, nunca deixamos de nos falar, sempre estamos ligando uma pra outra nem que seja só pra soltar um: E aí vaca? Cuméquitá galinha???
Ter amigos é bom, mas cultivar antigas amizades é melhor ainda.

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