Eu devia me chamar Alice. Acho que meus pais erraram no meu nome. É que eu tenho o péssimo hábito de dar crédito à humanidade. Sempre acho que as pessoas mudam, que elas sabem perdoar, que elas entendem, enfim... Aliás, eu devia me chamar Toupeira, e não Alice.
Já sofri muito por causa disso e mesmo assim, ainda hoje, preciso me policiar pra não dar com a cara na parede e me achar enganada.
Na adolescência me achava o ET, era eu a estranha, era eu que não me adaptava na “tchurma” e consequentemente tratava de me excluir e ser sozinha. Sempre tive pouquíssimos amigos, conhecia todo mundo, mas amigo mesmo, um ou dois. Sempre achei que não era bem vinda, que as pessoas não me queriam por perto, que eu não era interessante. Enfiei-me nos livros, porque neles eu podia ser a heroína ou a vilã, eu podia ser rica, linda e loira, ou má, convencida e ruiva, enfim, podia ser a personagem que eu bem quisesse...
Talvez por causa disso eu fiquei sendo a “sabereta” da família, eu era mesmo uma adolescente insuportável, nem sei como passei por essa fase ou como as pessoas me aturaram.
A maternidade me trouxe uma serenidade muito bem vinda e eu aprendi a ser mulher. Depois que meu filho nasceu eu fiz as pazes comigo mesma. Aprendi a me olhar no espelho e ver quem eu realmente era. Não só uma coisa aqui ou outra ali que não era muito o padrão, mas um conjunto que eu passei a gostar muito.
Viver com as próprias pernas não é fácil. Às vezes eu me pego pensando que dentro de mim ainda vive aquela menina de 18, 19 anos. Muitas vezes é ela quem grita, muitas vezes o silêncio dela me assusta.
Eu vejo minha vida mudando em ciclos que se fecham quando eu menos percebo, e descubro que estou no início do melhor ciclo que posso me lembrar. Este começou há cinco anos atrás quando eu comecei a namorar o meu marido. Ele me ensinou a ser menos Alice, ser mais Andrea. Ele trouxe à tona as coisas boas da menina, enterrou os medos da mulher, me deu motivos pra sorrir mesmo quando tenho vontade de chorar.
Os dois homens mais importantes da minha vida me fizeram mudar pra melhor.
O que será que acontecerá comigo quando uma pequena menina chegar?
Já sofri muito por causa disso e mesmo assim, ainda hoje, preciso me policiar pra não dar com a cara na parede e me achar enganada.
Na adolescência me achava o ET, era eu a estranha, era eu que não me adaptava na “tchurma” e consequentemente tratava de me excluir e ser sozinha. Sempre tive pouquíssimos amigos, conhecia todo mundo, mas amigo mesmo, um ou dois. Sempre achei que não era bem vinda, que as pessoas não me queriam por perto, que eu não era interessante. Enfiei-me nos livros, porque neles eu podia ser a heroína ou a vilã, eu podia ser rica, linda e loira, ou má, convencida e ruiva, enfim, podia ser a personagem que eu bem quisesse...
Talvez por causa disso eu fiquei sendo a “sabereta” da família, eu era mesmo uma adolescente insuportável, nem sei como passei por essa fase ou como as pessoas me aturaram.
A maternidade me trouxe uma serenidade muito bem vinda e eu aprendi a ser mulher. Depois que meu filho nasceu eu fiz as pazes comigo mesma. Aprendi a me olhar no espelho e ver quem eu realmente era. Não só uma coisa aqui ou outra ali que não era muito o padrão, mas um conjunto que eu passei a gostar muito.
Viver com as próprias pernas não é fácil. Às vezes eu me pego pensando que dentro de mim ainda vive aquela menina de 18, 19 anos. Muitas vezes é ela quem grita, muitas vezes o silêncio dela me assusta.
Eu vejo minha vida mudando em ciclos que se fecham quando eu menos percebo, e descubro que estou no início do melhor ciclo que posso me lembrar. Este começou há cinco anos atrás quando eu comecei a namorar o meu marido. Ele me ensinou a ser menos Alice, ser mais Andrea. Ele trouxe à tona as coisas boas da menina, enterrou os medos da mulher, me deu motivos pra sorrir mesmo quando tenho vontade de chorar.
Os dois homens mais importantes da minha vida me fizeram mudar pra melhor.
O que será que acontecerá comigo quando uma pequena menina chegar?