Falando da minha própria experiência, eu achava que a parte mais difícil de ser mãe era quando os filhos são bem pequeninos. Ter todo um trabalho de alimentar, dar banho, ensinar a escovar os dentes, ir ao banheiro, usar talheres, essas coisinhas. E realmente o trabalho braçal desta fase é cansativo, beirando o irritante. É engraçado que hoje eu tento me lembrar de quantas vezes disse ao meu filho para não por a mão no fogão, "é perigoso, você pode se queimar...", quantas vezes pedi pra tomar cuidado ao descer da escada, ao tomar banho, “come devagar”, “vai escovar os dentes”...
Fiquei lembrando de quantas noites eu acordei pra ver se ele estava cobertinho, se estava dormindo direito, ajeitei ele na cama, e se doente ainda, cuidados redobrados, noites em claro.
Por ter sido mãe jovem, achei mesmo que a parte da adolescência eu tiraria de letra, a barreira da idade não existiria entre nós, não haveria um abismo, um choque de gerações. Hum, doce engano, ser adolescente deve ser uma condição inerente de rebeldia, de agressão. Acho que é uma fase mais chata para quem vive do lado de fora do que dentro da cabeça de quem está vivendo. Hora de quebrar regras, por mais simples que elas possam ser. E as descobertas dos prazeres do mundo, de querer estar sozinho, de ser alguém, não filho de alguém, hora de criar identidade, de pertencer à um padrão de comportamento, ser igual à moda. Ou muito diferente dela.
E eu sei que num determinado momento as coisas se ajeitam e acalmam, mas acho que não me lembrava que demorava tanto tempo assim pra esse momento chegar.
De repente me dei conta que passamos pelos ciclos da vida duas vezes, algumas vezes vivendo primeiro e depois vendo viver, ou vice versa.
Ver meu menino se tornar um homem é uma tarefa penosa. Tem um ditado que diz: filho criado, trabalho dobrado...
É sério. Pura verdade...
Fiquei lembrando de quantas noites eu acordei pra ver se ele estava cobertinho, se estava dormindo direito, ajeitei ele na cama, e se doente ainda, cuidados redobrados, noites em claro.
Por ter sido mãe jovem, achei mesmo que a parte da adolescência eu tiraria de letra, a barreira da idade não existiria entre nós, não haveria um abismo, um choque de gerações. Hum, doce engano, ser adolescente deve ser uma condição inerente de rebeldia, de agressão. Acho que é uma fase mais chata para quem vive do lado de fora do que dentro da cabeça de quem está vivendo. Hora de quebrar regras, por mais simples que elas possam ser. E as descobertas dos prazeres do mundo, de querer estar sozinho, de ser alguém, não filho de alguém, hora de criar identidade, de pertencer à um padrão de comportamento, ser igual à moda. Ou muito diferente dela.
E eu sei que num determinado momento as coisas se ajeitam e acalmam, mas acho que não me lembrava que demorava tanto tempo assim pra esse momento chegar.
De repente me dei conta que passamos pelos ciclos da vida duas vezes, algumas vezes vivendo primeiro e depois vendo viver, ou vice versa.
Ver meu menino se tornar um homem é uma tarefa penosa. Tem um ditado que diz: filho criado, trabalho dobrado...
É sério. Pura verdade...
1 comentários:
Pura verdade mesmo, infelizmente. Lembro que quando minha filha era pequenininha às vezes alguma mãe dizia "aproveita agora, porque depois dá uma saudade...", e eu não entendia. Eu não via como eu poderia ter saudade da minha filha, porque pô, era minha filha e seria minha filha pra sempre. Ué. Mas agora eu sei, agora eu entendo. É como se fosse outra pessoa, essa adolescente é uma pessoa que eu desconheço, não é mais a minha filhinha. Mas eu também já fui uma adolescente (insuportável), então eu tento entender e, como vc, espero que passe logo. E é só o que podemos fazer :)
beijos,
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